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Entre panelas e ingredientes, famílias compartilham vivências sobre parentalidade


No dia 30/05/19 o Cozinha como experiência esteva no SESC Av. Paulista para oferecer uma oficina “Do mama ao papá: lidando com a introdução alimentar”. A jornalista Marina Galeano, entusiasta de nosso projeto, esteve lá conosco e fez uma matéria contando como foi essa experiência. Leiam abaixo esse belo relato do nosso trabalho:

Entre panelas e ingredientes, famílias compartilham vivências sobre parentalidade

Equipe do Cozinha como Experiência promove oficina sobre transição alimentar em parceria com o Sesc Avenida Paulista

MARINA GALEANO

Jornalista

Enquanto Maria, do alto dos seus 8 meses, se esbaldava com colheradas de inhame temperado, Vivian Nascimento, mãe da pequena, trazia algumas dúvidas sobre a transição alimentar: quais os melhores horários para dar os alimentos? Que tipo e como posso oferecê-los? A bebê mama no peito, ainda em livre demanda, e a introdução da comida anda complicada na casa delas.

A última oficina “Do Mamá ao Papá – Lidando com a Transição Alimentar” promovida pela equipe do COZINHA COMO EXPERIÊNCIA em parceria com o Sesc Avenida Paulista, no dia 30 de maio, foi, literalmente, um prato cheio para Vivian e outras mães e pais dividirem suas percepções a respeito de um momento tão marcante na vida dos bebês e de suas famílias.

De acordo com as psicanalistas do projeto, existe toda uma relação simbólica que se inaugura a partir da entrada dos alimentos na rotina de um bebê. É quando se inicia o grande esquema de trocas entre a criança e o mundo; quando ela começa a compreender o contexto à sua volta sob novas perspectivas. Uma passagem importante, repleta de descobertas, mas também, de perguntas, aflições, medos e inseguranças.

“Trabalhamos as questões que estão no entorno da transição alimentar. Dessa transição de cuidados. Não é só o amamentar que tem a ver com cuidado. Escolher, preparar os alimentos para as crianças, as maneiras de disponibilizá-los, tudo isso tem a ver com cuidado e gera angústia nas famílias”, explica Mariana David, uma das integrantes do COZINHA, ao lado de Kika Melhem, Arielle Natalicio Garrido e Michele Aching.

Ao redor da mesa, diante de ingredientes versáteis, Gabriel de Souza Pontes e sua mulher, Beatriz, aprenderam receitas simples de fazer, constataram que o pequeno Ítalo, de 9 meses, é vidrado em inhame (assim como a Maria) e, principalmente, compartilharam suas próprias vivências com os demais participantes e com as mediadoras.

Um resumo da proposta da oficina: o cozinhar junto como um facilitador para discutir a transição alimentar, a parentalidade e diversos outros assuntos que venham a surgir durante esse rico intercâmbio.

Sempre sem rigidez, sem estabelecer métodos ou uma filosofia nutricional modelo, válida para qualquer casa. “Acreditamos que a introdução deve ser feita conforme a percepção das famílias. Tem que estar ligada com a história alimentar da família, porque o nutrir vai muito além do aspecto funcional, fisiológico da comida. Está ligado a emoções, afeto, memórias. É também uma forma de interação, de comunicação”, defendem as psicanalistas.


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